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Por que paramos de costurar, e por que tanta gente está voltando

Sua avó não jogava uma roupa fora por causa de um rasgo. Ela sentava, pegava agulha e linha e resolvia ali mesmo, sem cerimônia. Para muita gente, essa cena está na memória da infância. Para quase ninguém, ela faz parte da rotina de hoje.

O que aconteceu no meio do caminho diz muito sobre como passamos a nos relacionar com o que vestimos.

Quando fazer uma roupa levava semanas

Durante boa parte do século passado, uma peça de roupa era feita quase toda à mão. Cortar, alinhavar, costurar e fazer o acabamento podia levar semanas. Quem fazia sabia exatamente o tempo e o cuidado que estavam ali dentro.

Por isso, quando uma roupa rasgava, ninguém pensava em descartar. A peça era remendada e reforçada nos pontos de desgaste. Quando não servia mais, ganhava outro dono. A roupa durava porque todo mundo conhecia o trabalho que existia por trás dela.

Nossas avós consertavam a roupa em vez de jogar fora. Entenda o que mudou na relação com a costura e por que esse saber voltou a atrair gente de todas as idades.

Um saber que passava de mãe para filha

Esse conhecimento não vinha de curso nem de livro. Ele passava de mãe para filha, dentro de casa, no dia a dia. Pregar um botão, fechar uma barra, ajustar a calça que tinha ficado larga. Consertar não era motivo de vergonha. Era sinal de cuidado com a família e com o que se tinha.

Nossas avós consertavam a roupa em vez de jogar fora. Entenda o que mudou na relação com a costura e por que esse saber voltou a atrair gente de todas as idades.

A roupa ficou barata, e a gente mudou junto

Com a produção em massa, a roupa ficou barata e rápida de repor. Passamos a comprar mais e a ficar menos tempo com cada peça. Aos poucos, um botão que caiu começou a parecer motivo suficiente para trocar a roupa inteira.

A pressa também entrou nessa conta. Com menos tempo em casa e mais opções na vitrine, aprender a costurar deixou de parecer necessário. O saber que passava de geração em geração foi ficando de lado.

Nossas avós consertavam a roupa em vez de jogar fora. Entenda o que mudou na relação com a costura e por que esse saber voltou a atrair gente de todas as idades.

O que se perdeu foi a noção de valor

Junto com o hábito de costurar, foi embora a noção do quanto vale o que a gente veste. Quando repor é sempre mais fácil, consertar vira exceção, e a roupa passa a ser tratada como descartável.

Esse movimento tem custo. Aluízio de Freitas, diretor da Sigbol, explicou isso em entrevista à NSC Total: “O consumidor começa a perceber que uma peça barata nem sempre é uma compra econômica. Se ela perde o caimento, apresenta problemas de costura ou deixa de ser usada rapidamente, o custo real daquela roupa pode ser maior.”

Nossas avós consertavam a roupa em vez de jogar fora. Entenda o que mudou na relação com a costura e por que esse saber voltou a atrair gente de todas as idades.

A costura está voltando

A boa notícia é que esse saber não desapareceu. Ele está sendo procurado de novo, e por um público que muita gente não esperava.

Um levantamento da Sigbol apontou aumento de 55% na procura por cursos de costura no primeiro bimestre de 2026. Os jovens de 19 a 35 anos representaram 31% das matrículas. Tem gente aprendendo para consertar as próprias peças, para criar roupas que não encontra nas lojas ou simplesmente pelo prazer de fazer algo com as mãos.

Nossas avós consertavam a roupa em vez de jogar fora. Entenda o que mudou na relação com a costura e por que esse saber voltou a atrair gente de todas as idades.

Por onde recomeçar

Se você cresceu vendo alguém costurar em casa e sente falta disso, ou se nunca aprendeu e sempre teve vontade, dá pra começar agora, no seu ritmo.

O método Sigbol nasceu em 1969 para ensinar o que antes se aprendia em casa, e foi além. Nas nossas unidades em São Paulo você aprende costura, modelagem, design e criação, com aulas individualizadas e início imediato. Dá pra começar pelo conserto e pelo ajuste e chegar a criar do zero a roupa que você quer vestir.

Quer experimentar antes de decidir? Agende uma aula experimental pelo WhatsApp (11) 5904-6461.

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